sexta-feira, 30 de março de 2012



MARTIN LUTERO

Vem agora da análise arqueológica, obtida de escavações feitas no monastério de Wittenberg, que foi também a residência de Martinho Lutero, mais informações sobre o monge da Ordem de Santo Agostinho, o pai da Reforma cristã, da cisão que resultou na criação das Igrejas Protestantes. Revelam-se e comprovam-se fatos e idéias, em medidas que desagrada aos protestantes. Retomando umas e outras afirmações, como a de que o corpulento monge Lutero estava sentado no vaso sanitário do Monastério, usando o hábito preto de sua Ordem, quando foi assaltado pelo conceito fundamentalista de suas idéias reformistas. 

Ele mesmo observou, note-se, em dois discursos (nº 1681 e 3232b), que o Protestantismo nasceu no esgoto: "O spiritus sanctus revelou sua criação a mim nesta cloaca (privada)." Alguns historiadores atenuaram a confissão do próprio Lutero, argumentando que a palavra "cloaca" poder ser interpretada como "banheiro", e que talvez fosse um termo mais geral para dizer "este mundo". Mas a verdade é mesmo de mau gosto, assim como o mestre havia contado. As escavações no Monastério de Wittenberg descobriram não apenas os restos do antigo estúdio de Lutero, mas também "um pequeno buraco de latrina com uma tampa" no porão. 


Falastrão e blasfêmico
Essas descobertas resultam de uma escavação arqueológica que começou em 2003 e terminou há algumas semanas com a análise final do sítio arqueológico. Historiadores da arquitetura, especialistas em cerâmica e zoólogos desvendaram o lixo da cozinha do homem cujas teorias mudaram o mundo, e que se referia a si mesmo com orgulho como o "doutor acima de todos os doutores de todo o papado. "Lutero, herói nacional alemão, foi tema de dezenas de biografias. Sua tradução da Bíblia para o alemão foi tão influente quanto suas blasfêmias são memoráveis. 
 Agora os arqueólogos descobriram novas informações surpreendentes sobre o reformador religioso em três diferentes sítios de escavação: O chão da casa em que Lutero nasceu, na cidade de Eisleben; A casa de seus pais na cidade de Mansfeld; e a propriedade em Wittenberg, onde o ex-monge viveu com sua mulher e seus seis filhos. As escavações revelaram brinquedos e restos de comida, pratos quebrados e grãos (datados do ano 1500, pelo método C14). Os arqueólogos também encontraram a aliança de casamento de sua mulher e uma poupança de 250 moedas de prata. Esse objetos coletados estão na exposição, em andamento, do Museu de Pré-História do Estado Alemão. O catálogo descreve o conteúdo da exibição como "sensacional", dizendo que ele nos permite reexaminar "capítulos inteiros da vida humana", informa hoje matéria distribuída pela agência noticiosa estatal alemã Deutsche Welle.

 Lutero nem sempre foi totalmente honesto, sobre suas origens humildes,  mentiu sobre as circunstâncias sociais de seus país, ele dizia que era filho de um "minerador pobre" que se matava de trabalhar nas minas com sua picareta, e que "minha mãe carregava toda a madeira nas costas até em casa". Mas isso está longe da verdade. O pai de Lutero já era dono de um moinho de cobre, enquanto sua mãe vinha de uma família burguesa em Eisenach e tinha boas conexões com a administração real das minas. O tamanho e grandiosidade de sua casa, conforme revelou a escavação, estavam de acordo com seu status econômico. A frente da casa, que dava para a rua, tinha 25 metros de comprimento. A escavação revelou grandes cofres no porão e um quintal cercado por grandes construções. O jovem Martinho e seus irmãos brincaram, cercados de gansos e galinhas. Os fragmentos do sítio revelaram que eles brincavam com arco e flecha, bolinhas de gude de barro e pinos de boliche feitos de ossos de boi - brinquedos que nem toda família era capaz de comprar na época. 


Glutão e triste 
Após escrever palavras tão afiadas, o eloqüente reformista, mostram agora os estudos arqueológicos, que Lutero comia em tigelas de cerâmica e bebia de jarras turcas magníficas. Os arqueólogos encontraram azulejos de forno decorados com motivos do Velho Testamento, além de mais de 1.600 cacos de copos que Lutero, um glutão voraz, usava para matar sua sede considerável de cerveja. Lutero precisava anestesiar suas emoções. Os ataques da reforma contra o cerne apostólico lhe custaram muito. Ele era constantemente tentado pela tristeza. 

Mais opiniões e consequencia do efeito Lutero
Martinho Lutero foi anti-semita:

"A Alemanha deve ficar livre de judeus, aos quais após serem expulsos, devem ser despojados de todo dinheiro e jóias, prata e ouro, e que fossem incendiadas suas sinagogas e escolas, suas casas derrubadas e destruídas (…), postos sob um telheiro ou estábulo como os ciganos (…), na miséria e no cativeiro assim que estes vermes venenosos se lamentassem de nós e se queixassem incessantemente a Deus". – "Sobre os judeus e suas mentiras".
O historiador Robert Michael escreve que Lutero estava preocupado com a questão judaica toda a sua vida, apesar de dedicar apenas uma pequena parte de seu trabalho para ela. Seus principais trabalhos sobre os judeus são Von den Juden und Ihren lügen ("Sobre os judeus e suas mentiras"), e Vom Schem Hamphoras und vom Geschlecht Christi ("Em Nome da Santa linhagem de Cristo") - reimpressas cinco vezes dentro de sua vida - ambas escritas em 1543, três anos antes de sua morte. Nesses trabalhos Lutero afirmou que os judeus já não eram o povo eleito, mas o "povo do diabo". A sinagoga era como "uma prostituta incorrigível e uma devassa maléfica" e os judeus estavam "cheios das fezes do demónio,... nas quais se rebolam como porcos" Lutero aconselhou as pessoas à incendiarem às sinagogas, destruindo os livros judaicos, proibir os rabinos de pregar, e apreender os bens e dinheiro dos Judeus e também expulsá-los ou fazê-los trabalhar forçosamente. Lutero também parecia aconselhar seus assassinatos, escrevendo "É nossa a culpa em não matar eles."
A campanha contra os judeus de Lutero foi bem sucedida na Saxónia, Brandenburg, e Silésia. Josel de Rosheim (1480-1554), que tentou ajudar os judeus na Saxónia, escreveu em seu livro de memórias a situação de intolerância foi causada por "(…) esse sacerdote cujo nome é Martinho Lutero - (…) seu corpo e alma vinculada até no inferno!! - que escreveu e publicou muitos livros heréticos no qual disse que quem ajudasse judeus seriam condenados à perdição." Josel teria pedido a cidade de Estrasburgo para proibir a venda das obras antijudaicas de Lutero; porém seu pedido foi-lhe negado quando um pastor luterano de Hochfelden argumentou em um sermão que os seus paroquianos deviam assassinar judeus. O anti-semitismo de Lutero persistiu após a sua morte, ao longo de todo o ano 1580, motins expulsaram judeus de vários estados luteranos alemães.
A opinião predominante entre os historiadores é que a sua retórica antijudaica contribuiu significativamente para o desenvolvimento do anti-semitismo na Alemanha, e na década de 1930 e 1940 auxiliou na fundamentação do ideal do nazismo de ataques a judeus. O próprio Adolf Hitler em sua autobiografia Mein Kampf considerou Lutero uma das três maiores figuras da Alemanha, juntamente com Frederico, o Grande, e Richard Wagner. Em 5 de outubro de 1933, o Pastor Wilhelm Rehm de Reutlingen, declarou publicamente, que "Hitler não teria sido possível, sem Martinho Lutero". Julius Streicher, o editor do jornal Nazista Der Stürmer, argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg "que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martinho Lutero não tivesse dito 400 anos antes". Em novembro de 1933, uma manifestação protestante que reuniu um recorde de 20.000 pessoas, aprovou três resoluções:
Adolf Hitler é a conclusão da Reforma;
Judeus Batizados devem ser retirados da Igreja;
O Antigo Testamento deve ser excluído da Sagrada Escritura.
Diversos historiadores (entre os quais se destacam William L. Shirer e Michael H. Hart) sugerem que a influência de Lutero tenha auxiliado a aceitação do nazismo na Alemanha pelos protestantes no século XX. Shirer fez a seguinte observação em Ascensão e queda do Terceiro Reich:
"É difícil compreender a conduta da maioria dos protestantes nos primeiros anos do nazismo, salvo se estivermos prevenidos de dois fatos: sua história e a influência de Martinho Lutero (para evitar qualquer confusão, devo explicar aqui que o autor é protestante). O grande fundador do protestantismo não foi só anti-semita apaixonado como feroz defensor da obediência absoluta à autoridade política. Desejava a Alemanha livre de judeus (…) – conselho que foi literalmente seguido quatro séculos mais tarde por Hitler, Göring e Himmler.
Por outro lado, especialmente Shirer recebeu críticas por essa sua observação, sendo acusado de não conhecer suficientemente a história alemã e por ter interpretado incorretamente certos acontecimentos ou mesclado suas opiniões pessoais em seu livro. Também os cristãos luteranos afirmam que a Igreja Luterana tem esse nome em homenagem ao seu mais famoso líder, porém não acata todos os escritos teológicos de Lutero, principalmente os escritos que atacam os judeus. Desde os anos 1980, alguns órgãos da Igreja Luterana formalmente denunciaram e dissociaram-se dos escritos de Lutero sobre os judeus. Em Novembro de 1998, no 60o aniversário de Kristallnacht, a Igreja Luterana da Baviera emitiu uma afirmação: "é imperativo para a Igreja Luterana, que sabe que é endividada ao trabalho e a tradição de Martinho Lutero, de levar a sério também as suas declarações anti-judaicas, reconhece a sua função teológica, e reflete nas suas conseqüências. Temos que nos distanciar de cada [expressão de] antissemitismo na teologia Luterana.

*Fonte Wikipédia e internet.