sábado, 3 de novembro de 2012






Aos que não conhecem nossas origens e nossa história.




A Igreja Católica, sediada em Roma, cresceu de maneira extraordinária após a conversão de Constantino, que concedeu liberdade de culto aos cristãos (que antes eram perseguidos), através do Edito de Milão. Acabando com a perseguição aos cristãos, Constantino incluiu modificações contundentes nas estruturas do Império Romano, como a adoção da cruz no uniforme dos seus soldados, símbolo miraculoso visto por ele durante a quase perdida batalha com Mascentius, onde, após a visão, venceu o conflito.
Após conseguir, sem mais entraves, penetrar na sociedade romana, o cristianismo oficial do Império Romano (tornado religião do Estado pelo Imperador Teodósio) tornou-se num instrumento importante para a unificação do império e para a consolidação de suas fronteiras.

Até meados dos séc. XI, por Igreja Católica referiam-se todas as dioceses que eram oriundas da Sucessão dos Apóstolos. Os cristãos ocidentais eram chamados de católicos e os orientais de ortodoxos.
Após o Cisma entre o Papa e o Patriarca de Constantinopla em 1054, convencionou-se chamar Igreja Católica ao conjunto de dioceses do Ocidente e Oriente que seguiram a liderança do Papa; e Igreja Ortodoxa o conjunto de dioceses do Oriente que seguiram a liderança do Patriarca de Constantinopla.
Nestes termos, por Igreja Católica entende-se o conjunto de todas as Igrejas que estão em comunhão com o Papa. Por exemplo: Igreja Católica Latina, Igreja Católica Melquita, Igreja Católica Maronita, Igreja Católica Siríaca e etc.
Entretanto, não se deve entender esta diversidade como denominações. O Termo denominação como é usado no Protestantismo é inadequado quando aplicado à Igreja Católica. No Protestantismo o termo refere-se a agremiações de féis que são independentes entre si, tanto no governo, na disciplina e doutrina. Na Igreja Católica, a diferença de nomenclatura diz respeito apenas à diversidade do rito litúrgico (Liturgia) e à independência das leis disciplinares (Código de Direito Canônico).
Conforme o exposto, por Igreja Ortodoxa entende-se o conjunto de todas as Igrejas que estão em comunhão com o Patriarca de Constantinopla, que também é chamado de Patriarca Ecumênico. São elas Igreja Ortodoxa Copta,Igreja Ortodoxa Grega, Igreja Ortodoxa Russa, para citar alguns exemplos.
O termo católico é muitas vezes associado imediatamente à Igreja Católica, sob o Papado, que tem cerca de um bilhão duzentos e setenta milhões de fiéis, cerca de um sexto da População mundial, o que a transforma não só na maior agremiação cristã (representado cerca de metade dos cristãos do mundo) como também no maior ramo de qualquer religião, logo seguida pelo Islã Sunni. As suas características distintivas são a aceitação da autoridade do Papa, o Bispo de Roma, e a comunhão com ele, e aceitarem na sua autoridade em matéria de "fé" e "moral" e a sua afirmação de "total, supremo e universal poder sobre toda a Igreja".

O cristianismo, com a invasão dos bárbaros germânicos vindos do oriente a partir do século IV, teve nova oportunidade de expansão. Missionários levaram a mensagem do cristianismo para além das divisas antigas do Império. Winifrid, monge inglês que mudou o nome para Bonifácio, foi o grande apóstolo da Alemanha. Nos primórdios do século VI, no Natal, Clodoveu, rei dos francos recebeu o batismo católico, com ele todo o reino se converteu ao catolicismo. A França é considerada a filha primogênita da Igreja. Os magiares se converteram acompanhando o seu rei Santo Estevão, os boêmios com São Wenceslau e os poloneses com o batizado do duque Miezko.
O Mediterrâneo, no entanto, por volta do século VII se viu às voltas com o avanço muçulmano, estes dominaram o norte da África, parte do Oriente que havia sido cristianizado e, no ano 711, desembarcaram na Península Ibérica para conquistar com velocidade surpreendente o reino visigodo cristão e, a final, serem detidos em Poitiers por Carlos Martel. Permaneceram os islâmicos por oito séculos na península. O relacionamento, neste período, entre muçulmanos e cristãos conheceu altos e baixos e muitas variáveis, desde inimigos em combates históricos a aliados episódicos contra vizinhos desafetos, uns e outros suportaram a dominação do adversário de forma desigual e inconstante. A Península Ibérica permaneceu, durante séculos, dividida entre vários reinos cristãos e muçulmanos, somente com a união dos Reis Católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão conseguiram unificar toda a Espanha, com a conquista de Granada, o último reino mouro da Península, em 1492.

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